sábado, 28 de setembro de 2013

Irreconhecível (Predictably Unsatisfying Love Lives)

Você me fodeu
Desde que me conheceu
E não foi do jeito bom que há de se foder

Eu amo você
E nem sei por que
Desconfio que é porque tu é linda de morrer

Sem preocupação
Sei a solução
Já deixei planejado o que eu vou fazer

Vou te espancar
Fazer você sangrar
Só paulada na cabeça até você ficar
Irreconhecível

Você na vontade
E ela só quer amizade
Ela te chama de irmão e você quer responder:

"Não sou seu irmão!
Meu deus, incesto não!
Tudo que eu queria agora seria te comer"

Garoto seje homi
Saia da friendzone
E para este feito siga o que tenho a dizer

Basta a espancar
Fazer ela sangrar
Só paulada na cabeça até ela ficar
Irreconhecível

Você ia casar
Mas antes de noivar
Ele te chamou de gorda e te mandou se foder

Pra ter seu sobrenome
Você passou fome
Resolveu que não queria mais saber de comer

Esqueça a aliança
Tenha sua vingança
Use seu tamanho pra fazê-lo se arrepender

Basta o espancar
Fazer ele sangrar
Só paulada na cabeça até ele ficar
Irreconhecível

Voltando a mim
É hora do fim
Eu não quero mais perder meu tempo com você

Amar por aparência
Beira a demência
Aguente as consequências de tentar me enlouquecer

Se o não olho ver
O coração não vai doer
Então vou te deixar  impossível de reconhecer


Vou te espancar
Fazer você sangrar
Só paulada na cabeça até você ficar
Irreconhecível

Irreconhecível
Pra mãe
Irreconhecível
Pro irmão
Irreconhecível
Pro pai
Irreconhecível
Num caixão

domingo, 18 de agosto de 2013

Sangue de Lobo

Tranquem as portas
Hoje a noite é lua cheia
To chegando
Com ódio na veia

Abra os ouvidos
E ouça o uivado
Alcooteia
Chegando seu arrombado

Por onde passo
Acabo com a ilusão
Botando o horror
Dentro do seu coração

Veja a besta
Mostrando os dentes
Matando impostores
Quebrando correntes

Eu toco no rebanho o terror
Eu sou o inimigo do pastor
Eu toco no rebanho o terror
Eu vim pra trazer o pavor
Eu toco no rebanho o terror
Eu sou o inimigo do pastor
Eu toco no rebanho o terror
Porque eu tenho...
SANGUE DE LOBO!

Corra agora
E diga ao gado novo
Hoje é o fim
Do pastor do seu povo

Agora o rebanho
É a minha presa
Depois o pastor
Será minha sobremesa

Discípulo de Fenrir
Eu sou deicida
Batendo de frente
Com qualquer parasita

Não há deus ou demônio
Que me ponha de joelhos
Onde há repressão
Eu deixo um mar vermelho

Eu toco no rebanho o terror
Eu sou o inimigo do pastor
Eu toco no rebanho o terror
Eu vim pra trazer o pavor
Eu toco no rebanho o terror
Eu sou o inimigo do pastor
Eu toco no rebanho o terror
Porque eu tenho...
SANGUE DE LOBO!

Foda-se a fama
De lobo mau
Não to precisando
De nenhum paga pau

Eu sou bestial
Mas sou de verdade
Não como essa sua
Carcaça de falsidade

Simpatia aqui
Nunca foi prioridade
Se a cara é cruel
Espere crueldade

Nunca acompanhado
Eu sigo sozinho
Não siga meu rastro
E saia do meu caminho

Eu toco no rebanho o terror
Eu sou o inimigo do pastor
Eu toco no rebanho o terror
Eu vim pra trazer o pavor
Eu toco no rebanho o terror
Eu sou o inimigo do pastor
Eu toco no rebanho o terror
Porque eu tenho...
SANGUE DE LOBO!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Linda

Muitas vezes tentei te fazer este poema
E muitas vezes esbarrei neste problema
Você é tão linda que transforma poeta em pedreiro
Tento descrever você mas me perco por inteiro

Sua beleza é diferente de tudo que vi
Você é linda a todo tempo nem precisa sorrir
Controlei meu lado pedreiro mas tenho que falar
Seu corpo com certeza agrada ao tato e ao olhar

Você é a mulher que me tira o ar
Me põem de joelhos a admirar
Estranha beleza e falsa certeza em teu olhar

Sua decepção com a vida se parece com a minha
E eu bem sei que você também se sente sozinha
E se tem gente que acha estranho esse teu jeito
Saiba que pra mim interessante é o imperfeito

Tenho certeza que já descobri o seu segredo
Mas você me enfeitiça outra vez e esqueço o enredo
Não sei por que seu santo ainda não bateu com o meu
Se me olhasse notaria o que viria a ser você e eu

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Você Fez Macumba Pra Mim


Ei, você sabe que eu te amo
Tenho te falado isso
Já faz alguns anos

Ei, você sabe que te espero
Não importa sua doença
Serei sempre seu remédio

Ei, não sei porquê sou assim
Não importa o que faça
Serei seu até o fim

Ei, começo a me lembrar
Tudo isso começou
Depois daquele jantar

Foi naquele jantar romântico
A luz de velas, cachaça e frango
Você tão linda num vestido branco
E o som de tambores no fundo tocando

Serei seu até o fim
Você fez macumba pra mim
Serei seu até o fim
Você fez macumba pra mim

Depois de fazer aquele despacho
Eu me tornei o seu capacho
Fico esperando pelo seu amor
Mesmo só tendo em troca a dor

Quando pedi pra ser seu namorado
Você me deixou no porão amarrado
Me esfaqueou abaixo do umbigo
E eu só tinha olhos pro seu sorriso

Serei seu até o fim
Você fez macumba pra mim
Serei seu até o fim
Você fez macumba pra mim

Me maltrou mesmo depois de morto
Desovou meu corpo no primeiro esgoto
E para acabar meu injusto castigo
Fui enterrado como um mendigo

Eis a vingança do seu escravo
De dentro de minha tumba eu cavo
Olhe pra trás estou chegando perto
Te perseguirei até o inferno

Serei seu até o fim
Você fez macumba pra mim
Serei seu até o fim
Você fez macumba pra mim

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Por isso que eu bebo


Acordo cedo pra pegar um trem lotado
Sempre do meu lado tem um retardado
Avacalhando o vagão e achando engraçado
Ah como eu queria poder esquartejalo
Procuro achar alguém livre de retardo
Mas mina inteligente disponível é raro
Não acho ninguém mas também sou culpado
Nenhuma mina quer um bebado acabado
Por isso que eu bebo
Pra não ficar maluco
Perder a consciência
É minha dependência

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ódio Imparcial


Amarelo, preto
Branco, azul
Pra mim toda cor é igual
Meu ódio é imparcial

Gay , hetero
Bi, traveco
Foda-se opção sexual
Meu ódio é imparcial

Ódio, repulsa, misantropia
De todos eu odeio a maioria
Ódio, repulsa, misantropia
De todos eu odeio a maioria

Japonês, brasileiro
Americano, argentino
Idiotice é universal
Meu ódio é imparcial

Cristão, budista
Islâmico, ateísta
O caráter é o principal
Meu ódio é imparcial

Ódio, repulsa, misantropia
De todos eu odeio a maioria
Ódio, repulsa, misantropia
De todos eu odeio a maioria

Classe média, rico
Pobre, mendigo
Não importa bem material
Meu ódio é imparcial

Criança, adulto
Jovem, idoso
Experiência é eventual
Meu ódio é imparcial

Ódio, repulsa, misantropia
De todos eu odeio a maioria
Ódio, repulsa, misantropia
De todos eu odeio a maioria

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Camisa de Força


De camisa de força num quarto acolchoado
Alguém me diga o que é que fiz de errado
Não sou obrigado a amar a vida
Me deixem ser um suicida

Me chamaram de maluco
Quando eu cortei os pulsos
Me trancaram no hospício
Quando pulei no precipício

Ainda dizem que é covardia
Receber a morte com alegria
Não há melhor sedativo
Do que um fim definitivo

De camisa de força num quarto acolchoado
Alguém me diga o que é que fiz de errado
Não sou obrigado a amar a vida
Me deixem ser um suicida

Todo vício em cigarrro e bebida
Não conseguiu fechar essa ferida
De toda essa gente pestilenta
E meu cérebro que não se aguenta

Me deixem partir dessa agonia
Viver é importante só na teoria
Onde é que esta minha liberdade
Quero deixar essa realidade

sábado, 6 de outubro de 2012

Eleição (Lei Seca)


E-LEI-ÇÃO!

Que dia maldito que o bar ta fechado
Que dia maldito que eu não tenho o que fazer
Que dia maldito que o voto é obrigado
Que dia maldito que eu não posso beber

De dois em dois anos é a mesma história
É domingo, tô de folga, mas o bar ta fechado
De dois em dois anos é a mesma história
Não quero sair de casa, mas eu sou obrigado

E-LEI-ÇÃO!

Que dia maldito que o bar ta fechado
Que dia maldito que eu não tenho o que fazer
Que dia maldito que o voto é obrigado
Que dia maldito que eu não posso beber

De dois em dois anos é a mesma história
É domingo, tô de folga, mas o bar ta fechado
De dois em dois anos é a mesma história
Não quero sair de casa, mas eu sou obrigado


Democracia, cadê? Eu quero é beber
Obrigação, por quê? Eu quero é beber
Justificar, o quê? Eu quero é beber
Lei seca, pra quê? Eu quero é beber

E-LEI-ÇÃO!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Where is the wonderful world? (Onde está o mundo maravilhoso?)


Eu vejo o cinza de poluição sangue vermelho também
Eu vejo políticos que não ajudam ninguém
E eu penso comigo, isso é o terceiro mundo

Eu vejo crackeiros na rua, parecem zumbis
Todos com a mesma cara, de infeliz
E eu penso comigo, isso é o terceiro mundo

Com tanta violência, ninguém mais vive em paz
A polícia é bandida, e quando não, é incapaz
Eu vejo pessoas indiferentes com o mesmo olhar clichê
Na verdade estão dizendo "foda-se você"

Eu escuto crianças chorar poque tem fome
São todas filhas de um pai sem nome
E eu penso comigo, isso é o terceiro mundo

Yeah I think to myself, where is the wonderful world?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Não Sei


Eu acordo e não sei
Não sei o que quero
O que deveria querer
Se posso querer

Se quero o que quis
Se há o que querer
O querem de mim
Se querem a mim

Só sei o que gosto
E o que não gosto
De quem gosto
De quem não gosto

Não gosto de mim
Gosto da inconsciência
Onde nada tenho de querer
Onde nada tenho de ter